Ouviu-se um tiro e o telefone fica mudo.
Uma semana antes do acontecimento.
Acordei com sol batendo em meu rosto, estava alegre e feliz, fui banhar-me, tomar o café da manhã e trabalhar no Banco United By You. Dia normal de serviço, clientes normais, uns mais estranhos que o outro, mas estava tudo correndo bem. Voltando para casa ajudei uma mulher de mais idade com suas compras, brinquei com os meninos de minha vizinhança e conheci Jack Priest, um rapaz simples, bonito, adorável, intrigante e sensacional. Saímos, fomos ao restaurante Good More, conversamos e bebemos um vinho. Na volta para casa, fui falando um pouco de minha vida pra ele e ele para mim, era como se eu já o conhecesse e estava o amando. Na porta de minha casa o beijei e fui deitar-me.
Dia seguinte trabalhar novamente e depois do serviço sair com ele novamente, mas não era o mesmo “homem” com quem tinha saído noite passada, sua personalidade estava diferente, parecia com medo, começou a perguntar sobre meu trabalho e como era tudo lá, falei para ele tudo, Jack estava me seduzindo cada vez mais, ao chegar em casa não consegui aguentar e fui para cama com ele. Foi uma noite muito boa, fizemos amor até o amanhecer, liguei para o banco e disse que não iria trabalhar porque estava doente, nem vi a hora que Jack foi embora, dormi antes.
Acordo espantada com um pesadelo que acabo de ter tido, procuro por Jack e ele já havia ido, começo a arrumar a casa, procuro pelos meus objetos de trabalho e sinto falta de um, a planta do banco havia sumido, fiquei desesperada sem saber o que fazer, procurei por toda a casa, liguei para Jack pra saber se ele havia visto ela e Jack diz que não. Pego o telefone calmamente e ligo para meu chefe, o senhor Rodson Stuart, falo para ele que perdi a planta do banco, ele me “xingou” muito, mas disse que tinha outra para que eu terminasse o projeto dos novos alarmes de segurança.
Já não via Jack há três dias, ele não atendia minhas ligações e não respondia meus e-mails, estava ficando irritada e prometi que não iria correr mais atrás daquele cafajeste. Ás 10 horas da noite, Jack aparece em minha casa, falo muito para ele, o porquê de não atender meus telefonemas e não responder meus e-mails, ele disse que estava fora da cidade trabalhando, o desculpei e continuamos conversando, ele pediu para que eu não fosse trabalhar amanhã, pediu para que viajasse com ele para Lisboa, disse que não, eu teria de entregar o novo sistema de alarmes no banco, Jack se despediu de mim e foi embora, fiquei abismada com o porquê daquela viagem repentina, mas fazer o que, ele era muito romântico e gostava de fazer surpresas.
Naquele dia acordo ás 05 horas da manhã, tomo meu banho e meu café e vou para o banco preparar a minha apresentação. Ás 07 horas começa a minha apresentação, tudo correndo normal até que começo os gritos dentro do banco, descemos para ver o que estava acontecendo e tinha cinco homens fantasiados de macacos e com armas nas mãos mandando todos deitar no chão e calar a boca antes que eles matassem todos nós. Obedecemos às exigências deles, um dos homens pegou em meu braço e mandou-me abrir o cofre se não ele me mataria, fiz tudo o que mandou e me mandaram deitar novamente no chão, enquanto estavam ocupados com o roubo apertei o botão do alarme, um dos cinco homens ficou muito nervoso e achou que tinha sido a Renata, pegou-a pelo braço, encostou-a na parede e atirou sem dó, fiquei assustada demais, nunca havia visto aquilo, uma pessoa tão “fria” assim.
A policia chegou à frente do banco e eles estavam cercados, sem saber o que iriam fazer começaram a pensar a minha amiga, porque fizesse isso, Dayse pegou seu celular e ligou para a policia, começou a falar com eles e dava descrição dos bandidos, um deles a viu com o celular e encostou a arma na cabeça dela dizendo que tinha chegado a hora dela morrer, Dayse gritou no telefone para a policia e o homem puxou o gatilho, não sobrou nada da cabeça de Dayse, foi um tiro fatal.
Os policias começaram a se comunicar com os assaltantes, falaram para eles se renderem ou iriam abrir fogo, um deles que parecia ser o “cérebro” do grupo começou a falar com todos, cada um pegou uma sacola que estava com o dinheiro e um refém, eu fui feita de refém por esse “cérebro”. Começaram a sair devagar de dentro do banco com nós e o dinheiro, os policiais começaram a gritar e mandar ninguém atirar, um deles avisou que se a policia chegasse perto iriam matar todos os reféns, começaram a se afastar de vagar até que um atirador acertou a cabeça de um deles todos mataram os seus reféns mais por algum motivo eu continuava viva, eles estavam cercados no meio da rua, sobraram eles e eu, mandaram retirar a mascara, os outros homens começaram a atirar na policia, enquanto esse tiroteio acontecia o homem que estava comigo aproveitou para fugir comigo ainda por cima, a policia notou e correu atrás dele, entramos em um beco e ele retirou a mascara, me pediu desculpas por ter feito aquilo e me deu um saco com dinheiro, eu não podia acreditar, era o Jack, mas por que fazer aquilo? Eu não tinha resposta para mais nada, ele continuou a fugir pelo beco, mas a policia o cercou e pediu para que se entregasse, Jack retirou sua mascara para os policiais, largou a arma no chão e quando o policial foi algemá-lo, pegou a arma do chão e o matou, a policia começou a atirar nele e o matou, eu não podia ficar e chorar, apenas ir embora para que não me visem com o dinheiro e que não vissem que eu o conhecia.
No dia seguinte peguei o dinheiro e doei tudo para a ONG Saving Young com o nome de Jack Priest. Fui ao cemitério Be at Peace, levei um buque de flores brancas e coloquei ao tumulo de Jack, disse que o amava, disse também que doei o dinheiro para a ONG de sua família e deixei uma carta em seu tumulo no qual deixei escrito,
Neste local dormirá eternamente o meu grande amor Jack Priest.
Any Kristian Forges.
E fui embora tentar viver minha vida sem ele, sem o amor da minha vida, sem a pessoa que me fez feliz, sem o meu Jack.




Redes Sociais