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O Grande Roubo


- Alô é da polícia? Meu banco está sendo assaltado ajudem-me, por favor.
Ouviu-se um tiro e o telefone fica mudo.
Uma semana antes do acontecimento.
Acordei com sol batendo em meu rosto, estava alegre e feliz, fui banhar-me, tomar o café da manhã e trabalhar no Banco United By You. Dia normal de serviço, clientes normais, uns mais estranhos que o outro, mas estava tudo correndo bem. Voltando para casa ajudei uma mulher de mais idade com suas compras, brinquei com os meninos de minha vizinhança e conheci Jack Priest, um rapaz simples, bonito, adorável, intrigante e sensacional. Saímos, fomos ao restaurante Good More, conversamos e bebemos um vinho. Na volta para casa, fui falando um pouco de minha vida pra ele e ele para mim, era como se eu já o conhecesse e estava o amando. Na porta de minha casa o beijei e fui deitar-me.
Dia seguinte trabalhar novamente e depois do serviço sair com ele novamente, mas não era o mesmo “homem” com quem tinha saído noite passada, sua personalidade estava diferente, parecia com medo, começou a perguntar sobre meu trabalho e como era tudo lá, falei para ele tudo, Jack estava me seduzindo cada vez mais, ao chegar em casa não consegui aguentar e fui para cama com ele. Foi uma noite muito boa, fizemos amor até o amanhecer, liguei para o banco e disse que não iria trabalhar porque estava doente, nem vi a hora que Jack foi embora, dormi antes.
Acordo espantada com um pesadelo que acabo de ter tido, procuro por Jack e ele já havia ido, começo a arrumar a casa, procuro pelos meus objetos de trabalho e sinto falta de um, a planta do banco havia sumido, fiquei desesperada sem saber o que fazer, procurei por toda a casa, liguei para Jack pra saber se ele havia visto ela e Jack diz que não. Pego o telefone calmamente e ligo para meu chefe, o senhor Rodson Stuart, falo para ele que perdi a planta do banco, ele me “xingou” muito, mas disse que tinha outra para que eu terminasse o projeto dos novos alarmes de segurança.
Já não via Jack há três dias, ele não atendia minhas ligações e não respondia meus e-mails, estava ficando irritada e prometi que não iria correr mais atrás daquele cafajeste. Ás 10 horas da noite, Jack aparece em minha casa, falo muito para ele, o porquê de não atender meus telefonemas e não responder meus e-mails, ele disse que estava fora da cidade trabalhando, o desculpei e continuamos conversando, ele pediu para que eu não fosse trabalhar amanhã, pediu para que viajasse com ele para Lisboa, disse que não, eu teria de entregar o novo sistema de alarmes no banco, Jack se despediu de mim e foi embora, fiquei abismada com o porquê daquela viagem repentina, mas fazer o que, ele era muito romântico e gostava de fazer surpresas.
Naquele dia acordo ás 05 horas da manhã, tomo meu banho e meu café e vou para o banco preparar a minha apresentação. Ás 07 horas começa a minha apresentação, tudo correndo normal até que começo os gritos dentro do banco, descemos para ver o que estava acontecendo e tinha cinco homens fantasiados de macacos e com armas nas mãos mandando todos deitar no chão e calar a boca antes que eles matassem todos nós. Obedecemos às exigências deles, um dos homens pegou em meu braço e mandou-me abrir o cofre se não ele me mataria, fiz tudo o que mandou e me mandaram deitar novamente no chão, enquanto estavam ocupados com o roubo apertei o botão do alarme, um dos cinco homens ficou muito nervoso e achou que tinha sido a Renata, pegou-a pelo braço, encostou-a na parede e atirou sem dó, fiquei assustada demais, nunca havia visto aquilo, uma pessoa tão “fria” assim.
A policia chegou à frente do banco e eles estavam cercados, sem saber o que iriam fazer começaram a pensar a minha amiga, porque fizesse isso, Dayse pegou seu celular e ligou para a policia, começou a falar com eles e dava descrição dos bandidos, um deles a viu com o celular e encostou a arma na cabeça dela dizendo que tinha chegado a hora dela morrer, Dayse gritou no telefone para a policia e o homem puxou o gatilho, não sobrou nada da cabeça de Dayse, foi um tiro fatal.
Os policias começaram a se comunicar com os assaltantes, falaram para eles se renderem ou iriam abrir fogo, um deles que parecia ser o “cérebro” do grupo começou a falar com todos, cada um pegou uma sacola que estava com o dinheiro e um refém, eu fui feita de refém por esse “cérebro”. Começaram a sair devagar de dentro do banco com nós e o dinheiro, os policiais começaram a gritar e mandar ninguém atirar, um deles avisou que se a policia chegasse perto iriam matar todos os reféns, começaram a se afastar de vagar até que um atirador acertou a cabeça de um deles todos mataram os seus reféns mais por algum motivo eu continuava viva, eles estavam cercados no meio da rua, sobraram eles e eu, mandaram retirar a mascara, os outros homens começaram a atirar na policia, enquanto esse tiroteio acontecia o homem que estava comigo aproveitou para fugir comigo ainda por cima, a policia notou e correu atrás dele, entramos em um beco e ele retirou a mascara, me pediu desculpas por ter feito aquilo e me deu um saco com dinheiro, eu não podia acreditar, era o Jack, mas por que fazer aquilo? Eu não tinha resposta para mais nada, ele continuou a fugir pelo beco, mas a policia o cercou e pediu para que se entregasse, Jack retirou sua mascara para os policiais, largou a arma no chão e quando o policial foi algemá-lo, pegou a arma do chão e o matou, a policia começou a atirar nele e o matou, eu não podia ficar e chorar, apenas ir embora para que não me visem com o dinheiro e que não vissem que eu o conhecia.
No dia seguinte peguei o dinheiro e doei tudo para a ONG Saving Young com o nome de Jack Priest. Fui ao cemitério Be at Peace, levei um buque de flores brancas e coloquei ao tumulo de Jack, disse que o amava, disse também que doei o dinheiro para a ONG de sua família e deixei uma carta em seu tumulo no qual deixei escrito,

Neste local dormirá eternamente o meu grande amor Jack Priest.

Any Kristian Forges.

E fui embora tentar viver minha vida sem ele, sem o amor da minha vida, sem a pessoa que me fez feliz, sem o meu Jack.

A Hora do Amanha


Hoje comecei a me sentir mais forte, sensível, sedutora, ambiciosa e linda. Acordei de bom humor, com sorriso que contagiava qualquer um. Minha pele naquela manhã estava lisa como um pêssego e cheirosa como uma rosa branca. Levantei de minha cama e vesti a minha camisola cor de rosa, ao descer as escadas de minha casa, olhava pela janela e via aquele dia lindo, com o sol brilhando os seus mais belos raios, o cheiro do gramado e das rosas me deixava cada minuto mais humorada.  Chegando à cozinha preparei meu café, sentei em minha mesa de jantar e o tomei sedutoramente. Dali à uma hora viria meu belo marido, o meu amado. Eu estava à espera dele, queria matar a saudade de seus beijos, abraços e de seu amor por mim.
Uma hora e meia se passou e nada de Prasty Killerman, eu estava começando a ficar preocupado, peguei o meu celular e o liguei, mas em todas ás minhas tentativas apenas cai na caixa postal. Decide esperar mais um pouco e caso ele não aparecesse daria queixa na policia.
Passou-se um dia e nada dele ainda, fui até o departamento de policia e avisei sobre o desaparecimento de meu marido, eles não poderiam fazer nada, porque o meu amado estava sumido apenas por um dia e isso não daria motivos para saírem à procura. Tentei lembrar onde ele disse que iria, mas não consegui, então acessei o e-mail dele para ver se encontrava algo, mexi em tudo e nada, até que encontrei uma pasta escondida e protegida por senha, fui tentando tudo até que digitei a data de nascimento de sua mãe e consegui entrar. Dentro daquela pasta existiam vários e-mails de Yhugo Whitker, li algumas mensagens e fiquei surpreendida com o que estava lendo, não podia imaginar que meu marido poderia ser capaz de fazer aquilo, decidi ficar em minha casa quieta e esperar para ver se ele chegaria ou não.
Quatro dias mais tarde ele chega em casa, veio em minha direção me deu um beijo e perguntou como eu estava, respondi que mal pois ele tinha demorado a chegar e eu estava muito preocupada, me pediu desculpas e subiu tomar um banho. Depois de seu banho preparei o jantar e aproveitei para perguntar sobre os e-mail de Yhugo, no exato momento em que o perguntei, arregalou os olhos e me olhou estranhamente. Sem responder minhas perguntas subiu para o quarto e trancou-se lá, fiquei desconfiada, peguei as chaves do meu Jeep e quando estava para abrir a porta da casa ele desceu as escadas com uma arma nas mãos, corri o mais rápido possível, abri o carro e fugi. Dez minutos depois recebo uma mensagem dele dizendo que iria me matar. Parei o carro na rodovia 42 e comecei a chorar, por que o homem que eu amava com quem casei e que compartilhei toda a minha vida falando aquilo para mim, eu não conseguia acreditar.
Depois de uma hora na estrada, fui ao departamento de polícia de Strunts, o denunciei e eles me disseram que logo eu estaria segura. Fui a um hotel chamado Sonho Bom, aluguei um quarto e dormi. Na manhã seguinte o delegado Garcia me ligou e me avisou que já tinham prendido meu marido e que ele iria ficar um bom tempo na cadeia, surtei de felicidade, eu finalmente estava a salvo, até que quando fui entrar no meu carro apareceu um homem estranho, olhos de cor verde, cabelo liso, pele morena, era alto e parecia ser um asiático. Aproximou-se de mim e começou a me fazer umas perguntas estranhas, não respondi nenhum e disse que não devia satisfação de minha vida a ele. Dei as costas e entrei em meu carro, quando fui fechar a porta o homem segurou-a e me arrancou de dentro dele, começou a falar irritado que queria saber onde estava o dinheiro dele, falei que não sabia do que ele estava falando, ele me deu um soco muito forte no rosto e desmaiei.
Acordei amarrada a uma cama, estava nua e ao meu lado estava meu marido amarrado a uma cadeira. O homem era Whitker o dos e-mails de Prasty. Yhugo foi em direção a meu amado e o acordou com socos no rosto, ele estava assuntado, mas quando olhou para o lado e me viu amarrada nua na cama começou a berrar com ele dizendo que eu não tinha nada haver com a história. Yhugo Whitker sem querer saber de nada pediu seu dinheiro e Prasty disse que não o tinha o dinheiro, essas foram às piores palavras dele, Yhugo pegou uma faca e veio até mim, começou a passa - lá entre minhas pernas, pegou o cabo da faca e começou a colocar em minha vagina, socando com força eu berrava de dor, Prasty gritava pedindo para que ele parasse, mais não adiantava. Yhugo retirou o cabo da faca de mim e começou a me estrupar, eu estava com medo e dor. Depois de algum tempo, Yhugo saiu de cima de mim, pegou novamente sua faca e falou para Prasty olhar bem, começou a passar a faca em minhas pernas novamente e dessa vez colocou a faca inteira dentro de mim, começando a me perfurar, Prasty gritava pedindo para que ele o matasse e parece de fazer aquilo comigo, foi tudo que Yhugo gostaria de ouvir, comigo já desmaiada Prasty foi morto e eu fiquei viva.
Acordei no hospital San Cristi, os médicos chamaram rapidamente os policias para saber o que havia acontecido, contem a eles tudo que sabia e eles me falaram sobre o meu marido estar morto, chorei muito era a pior coisa da minha vida.
Fiquei internada por cinco meses naquele maldito hospital, quando sai fui direto comprar uma arma para me prevenir.
Depois de um mês sem ameaças e nada, comecei a voltar a viver minha vida “tranquilamente”, até que no dia 28 de março de 1991 ele aparece em minha porta, peguei minha arma rapidamente e sem esperar para ver o que ele iria falar descarreguei um pente inteiro em seu corpo, que sensação boa, mas quando olhei bem para aquele homem, percebi que não era Yhugo e sim meu vizinho, estava confusa, achei que fosse ele por isso atirei. Chamaram a policia e fui presa e julgada como se tivesse problemas mentais e me mandaram pra cá.
- Foi assim que cheguei aqui Charlote, estou até hoje arrependida e nunca se quer consigo esquecer o rosto do maldito que me estrupou e matou meu marido. Disse à médica que cuidava de mim.
- Tudo bem dono Marta, agora durma um pouco. Diz Charlote.
Quando Charlote saiu do quarto, peguei a coberta de cima da cama, amarrei em um cano que havia em cima do teto, subi na cadeira e me matei enforcada pra poder viver em paz com Prasty.
- Ajudem, ajudem, ajudem rápido... Gritava Charlote ao ver na manhã seguinte o corpo de Marta pendurado.

A Testemunha


Foi em uma noite de inverno nas proximidades de Bloodcity ás 11:08 p.m., eu estava deitado em minha cama lendo um livro quando ouvi gritos de uma mulher em um beco a alguns quilômetros de meu quarto de hotel, no começo nem dei “bola”, mas os gritos foram ficando mais forte e então levantei de minha cama, peguei meu casaco de couro e fui ver o que estava acontecendo. Quando cheguei ao beco comecei a ser mais cuidadoso com o que fazia, ouvi um homem e uma mulher conversando, ele a espancava, tinha 1,95m aproximadamente, era forte, careca e deveria ter uns 42 anos de idade e ela era loira, com bunda e seios médios, 1,75m mais ou menos e deveria ter uns 23 anos. Depois de uma breve conversa o homem retirou de sua cintura uma pistola calibre 42, ele apontou a arma para a mulher e deu-lhe três tiros, no momento não sabia o que fazer, nunca havia visto algo assim tão “frio”, virei e comecei a andar devagar, mas acabei pisando em um pedaço de plástico que fez um barulho e o homem veio correndo atrás de mim, a única coisa que pensei na hora era em fugir sem rumo, apenas correr o máximo que eu pudesse, ele deu 3 tiros em minha direção e uma bala acertou a minha perna direita, me pendurei em um muro e me escondi em um esgoto até amanhecer o dia e poder ligar para a policia.
Depois de horas escondido liguei para a emergência e informei sobre o crime, isso foi ás 05:44 a.m. Depois que os policiais chegaram no local me chamaram para interrogatório e contei a eles tudo o que tinha acontecido, descrevi o homem de 42 anos e eles me disseram que logo entrariam em contato para o reconhecimento do assassino.
Passaram-se uma semana e nada, até que no dia 22 de fevereiro a policia me ligou e pediu para que eu fosse ao departamento 85 que ficava em Hickocity. Depois de três horas de viajem finalmente cheguei ao departamento policial, e lá me esperava o investigador Bill Willian Walker, mas conhecido como hitman por que de uma só vez prendeu 800 criminosos e limpou as ruas de Bliock. Ele me chamou para conversar e me explicar o caso, contei a ele tudo o que sabia e depois Bill me levou a uma sala com um espelho, atrás daquele espelho existia mais de 50 homens como eu havia descrito aos policias há uma semana. Depois de cinco minutos olhando os homens encontrei o assassino, seu nome era Phellip Peterson Rodrigues, avisei ao Bill que era aquele homem então ele disse a mim que logo entraria em contato para eu ir testemunhar contra ele.
Um mês se passou e Bill me ligou dizendo que já tinha provas o suficiente para mandar o Rodrigues para o julgamento e perguntou se eu estaria presente, pois era a testemunha que o mandaria para trás das grades, disse a ele que sim e era para ele me mandar um e-mail com todos os detalhes para eu ir ao tribunal mandar o filho da puta para a cadeia. O julgamento iria ocorrer no dia 28 de março ás 06:20 a.m.
No dia, acordei ás 02:40 a.m., me arrumei e fui para estrada, demorei exatamente 3 horas e 5 minutos para chegar ao tribunal de Hickocity. Entrei no tribunal e lá já estava ás pessoas só esperando a minha presença e a do Rodrigues, sentei em uma cadeira ao fundo e esperei que começasse. O investigador começou a interrogar ele na frente do juiz e apresentar as provas, Rodrigues tremia e suava muito. Depois de 1 hora o advogado do Rodrigues me chamou para o banco das testemunhas e começou a fazer um monte de perguntas nas quais eu não entendia nada, respondi-as calmamente e contei a eles o que havia visto e ouvido, no começo ninguém acreditou em minhas palavras, mas foi aí que Bill mostrou a eles uma prova concreta da minha verdade todos passaram a acreditar e o juiz Rollen sentenciou o Rodrigues por homicídio e tentativa de homicídio e deu a ele uma escolha, prisão perpetua ou cadeira elétrica, ele escolheu a prisão perpetua, eu comemorei por conseguir ajudar a por um assassino na cadeia. Quando estava saindo Bill me deu os parabéns por não desistir e temer se algo de mal acontecesse comigo e que foi muito bom eu ter ido testemunhar, disse a ele que apenas fiz o que era certo e que faria de volta se necessário.
Na volta para casa meu carro foi cercado por quatro caminhões, fiquei sem saber o que fazer ao perceber que o investigador Bill desceu de um dos caminhões com um fuzil em mãos. Eu estava espantado sem saber o que ele queria, levei minha mão até o porta luvas bem devagar, peguei o gravador e apertei o botão rec. Bill mandou eu descer do carro bem devagar, obedeci suas ordens e fui junto a ele, perguntei o que estava acontecendo, ele me respondeu dizendo que era o chefão do crime organizado e depois chamou Rodrigues para vendar meus olhos.
Acho que fiquei mais de uma hora preso em um dos caminhões, quando finalmente me tiraram de lá. Tiraram a venda e me mandaram andar até um abismo, Bill disse a mim que tinha chegado a minha hora de morrer, simplesmente fechei os olhos e esperei, recebi mais de cinco tiros espalhados pelo corpo e cai no meio do nada. O investigador deveria ter verificado bem se tinha terminado o “serviço”, eu estava vivo mais em coma, uns pescadores locais me encontraram e me levaram ao hospital mais próximo onde fiquei internado mais de cinco meses.
Após acordar sem lembrar absolutamente de nada, os médicos ficaram espantados, pois não tinha fé que eu sobreviveria. Fui submetido a fazer terapias para lembrar de tudo que tinha acontecido. Depois de um tempo lembrei de tudo, procurei e perguntei sobre um gravador que estava em minha calça quando cheguei, eles me entregaram e fui direto ao departamento de policia. Ao chegar lá dei de cara com Bill, pedi para falar com o delegado e o investigador já ia saindo quando gritei seu nome bem alto e o mandei ficar para ouvir o que eu tinha a falar.
O delegado me recebeu e denunciei Bill, como ele já estava sobe suspeita de assassinato, não foi difícil mandá-lo para uma merda de cadeia.
Passaram-se dez anos e ninguém ouvia falar mais daquele assunto e já nem se importavam se ele estava preso ou não. Minha companhia tocou fui atender.
- Bom dia senhor, você quem é Thaison Orkhus? Perguntou um senhor de meia idade.
- Sim sou eu, quem gostaria? Perguntei calmamente tentando reconhecer a pessoa.
- Meu nome é Bill Willian Wallker, se lembra de mim? Perguntou ele friamente com um sorriso no rosto.
Fiquei abismado na hora sem saber o que fazer, estava com medo e não conseguia me mexer, até que ele falou.
- Vim aqui para fazer uma única coisa. Disse ele com o sorriso ainda no rosto.
Ele abriu seu casaco e retirou de lá uma arma, atirou em meu peitou, mas não me matou rapidamente, ficou me vendo sofrer, pegou sua arma e atirou em sua própria cabeça e caiu morto ao meu lado, fiquei olhando ele morto ao meu lado e pensando por que fazer aquilo, ele já tinha vencido, para que se matar. Uma mulher do apartamento ao lado ouviu os disparos e chamou a policia e ambulância, porem já era tarde para Bill e para mim, morri a caminho da cama de cirurgia.
Três dias depois passou na televisão sobre meu assassinato e que o investigador Bill teria feito o “serviço” e depois cometido suicídio.
Eu vi aquela reportagem cai em lagrimas, meu querido pai ter sido morto? Por quê? Ele nunca teria feito mal a ninguém, foi ai que eu vim para a cidade enterrar seu corpo e te conheci.
- Essa é minha história Elizabeth, me desculpe por ter mentido para você antes. Falei calmamente.
Elizabeth compreendeu o porquê de minhas mentiras, casei com ela e dei ao meu filho o nome de Thaison Orkhus em homenagem ao meu pai.

Tudo por Amor


Arrumando a casa para me mudar encontro a nossa foto ali, esquecida por mais de um ano, e choro ao vê-la, sinto muito sua falta, falei a você para largar essa vida, mas não me escutasse e hoje estás aí nessa prisão pagando por um crime que não cometesse.
Era dia dos namorados quando eu o conheci, um moreno alto, olhos verdes claros, lábios carnudos e cabelos lisos me encantaram. Passei ao lado dele para ver se me notava quando tropecei e cai, fiquei morrendo de vergonha, mas ele me ajudou a levantar e desde em diante eu consegui “roubar” o coração dele.
Depois de três anos juntos fui morar com ele, em um bairro chamado Flipolyts, era conhecido por ser o bairro mais perigoso do país, mas não me importei, queria morar com ele, pois o amava. Depois de terminar a mudança vi como ele olhava para mim, teríamos de arrumar a casa, mas ao ivés disso transamos no colchão colocado no meio da casa, foi a melhor transa que eu já tive. Acordei e quando fui o abrarçar ele não estava ao meu lado, fui procurá-lo pela nossa casa, e sem querer descobri que o meu noivo Richard Willians Perez era um traficante de armas, fui correndo para o banheiro e comecei a chorar, ele notou que eu havia visto e correu atrás de mim, me pediu para perdoá-lo e que iria largar aquela vida. Telefone dele toca depois de uma longa conversa entre nós, disse ele para mim que era muito importante que fizesse aquele serviço me prometendo que era tudo honesto, confiei em Richard e ele se foi.
Após quatro dias Richard não tinha voltado para casa, estava preocupada demais. Recebi uma ligação ás 17:07, era da Limax a prisão de segurança máxima de Flipolyts, perguntei o que eles gostariam e me disseram que o meu noivo havia sido pego por porte e venda ilegal de armas, fiquei abismada ao receber aquela noticia, sem saber o que fazer ou falar, pedi para que deixassem eu falar com Richard, perguntei a ele o que havia acontecido e ele me contou detalhe por detalhe. Comecei a trabalhar mais duro para juntar R$ 50.000,00 e tirar meu amor daquela merda, mas nada estava dando certo, ganhava muito pouco por hora e sabia que para tirá-lo eu teria de me tornar “ele”.
Falei com o “amigo” de Richard e pedi a ele para que me incluísse no sistema ilegal de vendas de armas. Não demorou muito eu já estava craque naquele “serviço”, era muito fácil e ganhava muito dinheiro. Em dois meses consegui juntar o dinheiro e paguei a fiança de Richard, ele estava contente por ter sido liberado e também percebeu que eu estava diferente. O levei até em casa e expliquei o que fiz para conseguir o dinheiro, ele estava decepcionado por ter me colocado naquela situação, mas já era tarde demais, pedi a ele os nomes e endereços dos caras que haviam o traído e entregado a policia, ele me disse tudo o que eu queria saber e tramei a vingança na qual o obriguei a comparecer.
Lembro desse dia como se fosse hoje, era um domingo claro com poucas nuvens no céu, o dia estava fresco. Fomos até Bollihting para matar os dois filhos da puta que o entregaram, eu estava completamente mudada, não era mais uma mulher indefesa e Richard estava notando isso em mim. Ao chegar lá, falamos que queríamos comprar drogas e esses miseráveis caíram como “patinhos” na lagoa, um menino abriu a porta para nós, eu estava com uma Uzi e uma pistola calibre 42, Richard estava com uma Ak-47 e duas granadas na perna. Ao perceber que era o Richard os dois homens sentados no sofá com putas viciadas em heroína, rapidamente mandaram o menino fechar a porta, mas já era tarde, segurei o dedo no gatilho e perfurei o menino com minhas balas, Richard deu um chute na porta e a abriu, os homens estavam pelados e sem armamentos, Richard começou a falar e bater neles e queria os matar logo, mas eu não deixei, mandei as viciadas para o inferno onde era o lugar delas, amarrei os dois putos em uma cadeira cada e comecei a torturá-los, era a melhor sensação do mundo até que a SWAT apareceu invadindo, os dois já estavam mortos. Eu e Richard pulamos a janela do segundo andar da casa e começamos a correr, ao perceber que vinha um carro da policia corremos para o cemitério onde começou a troca de tiros, era mais de vinte e cinco policias contra eu e meu amado. Matei mais de oito policiais e Richard matou mais de sete, não conseguia me lembrar da mulher que havia sido só da que eu era naquele momento, mas ao me virar e olhar para os olhos de Richard e comecei a chorar no mesmo instante veio um policial por trás de mim e quando ele foi puxar o gatilho o meu querido se jogou na frente levando uns dez tiros em seu corpo, não conseguia me mexer, caí em lagrimas na mesmo hora, larguei as armas e fui abraçá-lo, ele ainda respirava e antes de “partir” disse que me amava, pediu desculpas por tudo e até mesmo pelo que me tornei, nunca chorei tanto na minha vida como naquele momento.
No dia 05-09-98, fui a julgamento e sentenciada culpada por diversos homicídios, tentativas de homicídio, porte e venda de armas ilegais, o juiz me vez a única pergunta na qual eu não gostaria que ele tivesse feito
Você deseja prisão perpetua ou cadeira elétrica? Perguntou calmamente o juiz.
Escolhi cadeira elétrica e pedi para que me matassem no dia 27-09 no dia em que eu e Richard faríamos mais de cinco anos juntos, o juiz aceitou e me mandou para a Litgirl, uma prisão de segurança máxima apenas para mulheres. Quando cheguei a essa prisão fui espancada e estrupada pelas outras prisioneiras, nem me importava eu merecia tudo aquilo que estava acontecendo, mas foi quando a surpresa bateu em minha cela, a guarda chamada Polly Lurp disse que poderia me tirar dali se eu desse a ela novecentos mil reais eu concordei na hora sem ao menos pensar.
Quando fui liberada estava em todos os jornais e eu deveria arrumar o dinheiro para a guarda em cinco meses ou ela mandaria me matar, entrei novamente para aquela vida de dor e sofrimento. Os cinco meses se passaram rapidamente e Polly feio atrás de mim, eu tinha apenas R$ 500.000,00 para dar a ela, sem estar contente, Polly me amarrou em uma cama, pegou uma faca e começou a me cortar e depois a abrir meu corpo, eu chorava muito até que desmaiei.
Acordei em um quarto de hospital, eu o conhecia,  trabalhei ali com 22 anos de idade. Tive alta depois de oito meses, voltei para Flipolyts e comecei a escrever sobre minha vida e queria que todos soubessem quem eu fui e como morri.
Deixo essa história esclarecendo minha vida e pedindo o perdão de todos por tudo que fiz e quero que saibam que me joguei de cima do hospital Heart no dia 27-05-99 e que talvez tenha tido uma morte rápida e indolor.

Assinado Stephany Perez