
Era dia dos namorados quando eu o conheci, um moreno alto, olhos verdes claros, lábios carnudos e cabelos lisos me encantaram. Passei ao lado dele para ver se me notava quando tropecei e cai, fiquei morrendo de vergonha, mas ele me ajudou a levantar e desde em diante eu consegui “roubar” o coração dele.
Depois de três anos juntos fui morar com ele, em um bairro chamado Flipolyts, era conhecido por ser o bairro mais perigoso do país, mas não me importei, queria morar com ele, pois o amava. Depois de terminar a mudança vi como ele olhava para mim, teríamos de arrumar a casa, mas ao ivés disso transamos no colchão colocado no meio da casa, foi a melhor transa que eu já tive. Acordei e quando fui o abrarçar ele não estava ao meu lado, fui procurá-lo pela nossa casa, e sem querer descobri que o meu noivo Richard Willians Perez era um traficante de armas, fui correndo para o banheiro e comecei a chorar, ele notou que eu havia visto e correu atrás de mim, me pediu para perdoá-lo e que iria largar aquela vida. Telefone dele toca depois de uma longa conversa entre nós, disse ele para mim que era muito importante que fizesse aquele serviço me prometendo que era tudo honesto, confiei em Richard e ele se foi.
Após quatro dias Richard não tinha voltado para casa, estava preocupada demais. Recebi uma ligação ás 17:07, era da Limax a prisão de segurança máxima de Flipolyts, perguntei o que eles gostariam e me disseram que o meu noivo havia sido pego por porte e venda ilegal de armas, fiquei abismada ao receber aquela noticia, sem saber o que fazer ou falar, pedi para que deixassem eu falar com Richard, perguntei a ele o que havia acontecido e ele me contou detalhe por detalhe. Comecei a trabalhar mais duro para juntar R$ 50.000,00 e tirar meu amor daquela merda, mas nada estava dando certo, ganhava muito pouco por hora e sabia que para tirá-lo eu teria de me tornar “ele”.
Falei com o “amigo” de Richard e pedi a ele para que me incluísse no sistema ilegal de vendas de armas. Não demorou muito eu já estava craque naquele “serviço”, era muito fácil e ganhava muito dinheiro. Em dois meses consegui juntar o dinheiro e paguei a fiança de Richard, ele estava contente por ter sido liberado e também percebeu que eu estava diferente. O levei até em casa e expliquei o que fiz para conseguir o dinheiro, ele estava decepcionado por ter me colocado naquela situação, mas já era tarde demais, pedi a ele os nomes e endereços dos caras que haviam o traído e entregado a policia, ele me disse tudo o que eu queria saber e tramei a vingança na qual o obriguei a comparecer.
Lembro desse dia como se fosse hoje, era um domingo claro com poucas nuvens no céu, o dia estava fresco. Fomos até Bollihting para matar os dois filhos da puta que o entregaram, eu estava completamente mudada, não era mais uma mulher indefesa e Richard estava notando isso em mim. Ao chegar lá, falamos que queríamos comprar drogas e esses miseráveis caíram como “patinhos” na lagoa, um menino abriu a porta para nós, eu estava com uma Uzi e uma pistola calibre 42, Richard estava com uma Ak-47 e duas granadas na perna. Ao perceber que era o Richard os dois homens sentados no sofá com putas viciadas em heroína, rapidamente mandaram o menino fechar a porta, mas já era tarde, segurei o dedo no gatilho e perfurei o menino com minhas balas, Richard deu um chute na porta e a abriu, os homens estavam pelados e sem armamentos, Richard começou a falar e bater neles e queria os matar logo, mas eu não deixei, mandei as viciadas para o inferno onde era o lugar delas, amarrei os dois putos em uma cadeira cada e comecei a torturá-los, era a melhor sensação do mundo até que a SWAT apareceu invadindo, os dois já estavam mortos. Eu e Richard pulamos a janela do segundo andar da casa e começamos a correr, ao perceber que vinha um carro da policia corremos para o cemitério onde começou a troca de tiros, era mais de vinte e cinco policias contra eu e meu amado. Matei mais de oito policiais e Richard matou mais de sete, não conseguia me lembrar da mulher que havia sido só da que eu era naquele momento, mas ao me virar e olhar para os olhos de Richard e comecei a chorar no mesmo instante veio um policial por trás de mim e quando ele foi puxar o gatilho o meu querido se jogou na frente levando uns dez tiros em seu corpo, não conseguia me mexer, caí em lagrimas na mesmo hora, larguei as armas e fui abraçá-lo, ele ainda respirava e antes de “partir” disse que me amava, pediu desculpas por tudo e até mesmo pelo que me tornei, nunca chorei tanto na minha vida como naquele momento.
No dia 05-09-98, fui a julgamento e sentenciada culpada por diversos homicídios, tentativas de homicídio, porte e venda de armas ilegais, o juiz me vez a única pergunta na qual eu não gostaria que ele tivesse feito
Você deseja prisão perpetua ou cadeira elétrica? Perguntou calmamente o juiz.
Escolhi cadeira elétrica e pedi para que me matassem no dia 27-09 no dia em que eu e Richard faríamos mais de cinco anos juntos, o juiz aceitou e me mandou para a Litgirl, uma prisão de segurança máxima apenas para mulheres. Quando cheguei a essa prisão fui espancada e estrupada pelas outras prisioneiras, nem me importava eu merecia tudo aquilo que estava acontecendo, mas foi quando a surpresa bateu em minha cela, a guarda chamada Polly Lurp disse que poderia me tirar dali se eu desse a ela novecentos mil reais eu concordei na hora sem ao menos pensar.
Quando fui liberada estava em todos os jornais e eu deveria arrumar o dinheiro para a guarda em cinco meses ou ela mandaria me matar, entrei novamente para aquela vida de dor e sofrimento. Os cinco meses se passaram rapidamente e Polly feio atrás de mim, eu tinha apenas R$ 500.000,00 para dar a ela, sem estar contente, Polly me amarrou em uma cama, pegou uma faca e começou a me cortar e depois a abrir meu corpo, eu chorava muito até que desmaiei.
Acordei em um quarto de hospital, eu o conhecia, trabalhei ali com 22 anos de idade. Tive alta depois de oito meses, voltei para Flipolyts e comecei a escrever sobre minha vida e queria que todos soubessem quem eu fui e como morri.
Deixo essa história esclarecendo minha vida e pedindo o perdão de todos por tudo que fiz e quero que saibam que me joguei de cima do hospital Heart no dia 27-05-99 e que talvez tenha tido uma morte rápida e indolor.
Assinado Stephany Perez
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