Depois de horas escondido liguei para a emergência e informei sobre o crime, isso foi ás 05:44 a.m. Depois que os policiais chegaram no local me chamaram para interrogatório e contei a eles tudo o que tinha acontecido, descrevi o homem de 42 anos e eles me disseram que logo entrariam em contato para o reconhecimento do assassino.
Passaram-se uma semana e nada, até que no dia 22 de fevereiro a policia me ligou e pediu para que eu fosse ao departamento 85 que ficava em Hickocity. Depois de três horas de viajem finalmente cheguei ao departamento policial, e lá me esperava o investigador Bill Willian Walker, mas conhecido como hitman por que de uma só vez prendeu 800 criminosos e limpou as ruas de Bliock. Ele me chamou para conversar e me explicar o caso, contei a ele tudo o que sabia e depois Bill me levou a uma sala com um espelho, atrás daquele espelho existia mais de 50 homens como eu havia descrito aos policias há uma semana. Depois de cinco minutos olhando os homens encontrei o assassino, seu nome era Phellip Peterson Rodrigues, avisei ao Bill que era aquele homem então ele disse a mim que logo entraria em contato para eu ir testemunhar contra ele.
Um mês se passou e Bill me ligou dizendo que já tinha provas o suficiente para mandar o Rodrigues para o julgamento e perguntou se eu estaria presente, pois era a testemunha que o mandaria para trás das grades, disse a ele que sim e era para ele me mandar um e-mail com todos os detalhes para eu ir ao tribunal mandar o filho da puta para a cadeia. O julgamento iria ocorrer no dia 28 de março ás 06:20 a.m.
No dia, acordei ás 02:40 a.m., me arrumei e fui para estrada, demorei exatamente 3 horas e 5 minutos para chegar ao tribunal de Hickocity. Entrei no tribunal e lá já estava ás pessoas só esperando a minha presença e a do Rodrigues, sentei em uma cadeira ao fundo e esperei que começasse. O investigador começou a interrogar ele na frente do juiz e apresentar as provas, Rodrigues tremia e suava muito. Depois de 1 hora o advogado do Rodrigues me chamou para o banco das testemunhas e começou a fazer um monte de perguntas nas quais eu não entendia nada, respondi-as calmamente e contei a eles o que havia visto e ouvido, no começo ninguém acreditou em minhas palavras, mas foi aí que Bill mostrou a eles uma prova concreta da minha verdade todos passaram a acreditar e o juiz Rollen sentenciou o Rodrigues por homicídio e tentativa de homicídio e deu a ele uma escolha, prisão perpetua ou cadeira elétrica, ele escolheu a prisão perpetua, eu comemorei por conseguir ajudar a por um assassino na cadeia. Quando estava saindo Bill me deu os parabéns por não desistir e temer se algo de mal acontecesse comigo e que foi muito bom eu ter ido testemunhar, disse a ele que apenas fiz o que era certo e que faria de volta se necessário.
Na volta para casa meu carro foi cercado por quatro caminhões, fiquei sem saber o que fazer ao perceber que o investigador Bill desceu de um dos caminhões com um fuzil em mãos. Eu estava espantado sem saber o que ele queria, levei minha mão até o porta luvas bem devagar, peguei o gravador e apertei o botão rec. Bill mandou eu descer do carro bem devagar, obedeci suas ordens e fui junto a ele, perguntei o que estava acontecendo, ele me respondeu dizendo que era o chefão do crime organizado e depois chamou Rodrigues para vendar meus olhos.
Acho que fiquei mais de uma hora preso em um dos caminhões, quando finalmente me tiraram de lá. Tiraram a venda e me mandaram andar até um abismo, Bill disse a mim que tinha chegado a minha hora de morrer, simplesmente fechei os olhos e esperei, recebi mais de cinco tiros espalhados pelo corpo e cai no meio do nada. O investigador deveria ter verificado bem se tinha terminado o “serviço”, eu estava vivo mais em coma, uns pescadores locais me encontraram e me levaram ao hospital mais próximo onde fiquei internado mais de cinco meses.
Após acordar sem lembrar absolutamente de nada, os médicos ficaram espantados, pois não tinha fé que eu sobreviveria. Fui submetido a fazer terapias para lembrar de tudo que tinha acontecido. Depois de um tempo lembrei de tudo, procurei e perguntei sobre um gravador que estava em minha calça quando cheguei, eles me entregaram e fui direto ao departamento de policia. Ao chegar lá dei de cara com Bill, pedi para falar com o delegado e o investigador já ia saindo quando gritei seu nome bem alto e o mandei ficar para ouvir o que eu tinha a falar.
O delegado me recebeu e denunciei Bill, como ele já estava sobe suspeita de assassinato, não foi difícil mandá-lo para uma merda de cadeia.
Passaram-se dez anos e ninguém ouvia falar mais daquele assunto e já nem se importavam se ele estava preso ou não. Minha companhia tocou fui atender.
- Bom dia senhor, você quem é Thaison Orkhus? Perguntou um senhor de meia idade.
- Sim sou eu, quem gostaria? Perguntei calmamente tentando reconhecer a pessoa.
- Meu nome é Bill Willian Wallker, se lembra de mim? Perguntou ele friamente com um sorriso no rosto.
Fiquei abismado na hora sem saber o que fazer, estava com medo e não conseguia me mexer, até que ele falou.
- Vim aqui para fazer uma única coisa. Disse ele com o sorriso ainda no rosto.
Ele abriu seu casaco e retirou de lá uma arma, atirou em meu peitou, mas não me matou rapidamente, ficou me vendo sofrer, pegou sua arma e atirou em sua própria cabeça e caiu morto ao meu lado, fiquei olhando ele morto ao meu lado e pensando por que fazer aquilo, ele já tinha vencido, para que se matar. Uma mulher do apartamento ao lado ouviu os disparos e chamou a policia e ambulância, porem já era tarde para Bill e para mim, morri a caminho da cama de cirurgia.
Três dias depois passou na televisão sobre meu assassinato e que o investigador Bill teria feito o “serviço” e depois cometido suicídio.
Eu vi aquela reportagem cai em lagrimas, meu querido pai ter sido morto? Por quê? Ele nunca teria feito mal a ninguém, foi ai que eu vim para a cidade enterrar seu corpo e te conheci.
- Essa é minha história Elizabeth, me desculpe por ter mentido para você antes. Falei calmamente.
Elizabeth compreendeu o porquê de minhas mentiras, casei com ela e dei ao meu filho o nome de Thaison Orkhus em homenagem ao meu pai.

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